Iaaaaaaêêêêê galeraaaaaa!!!! Fiquem com mais um capítulo da série!!!
Capítulo anterior: A História dos Consoles de Mesa #11 - A Guerra da 4ª Geração
Erro da Sega, Acerto da Sony

Em 1991 ocorreu a CES (Consumer Electronics
Show, ou Show de Consumidores de Eletrônicos) onde a Sony anunciou o mais novo produto gerado de sua parceria com a Nintendo, o Play Station (Estação para jogar), um console de 32-bits focado em jogos 3D que, após ver
que os CDs usados pela Sega no Sega CD aumentavam e
muito a qualidade dos jogos, além de serem mídias mais baratas, rodava jogos
não mais em cartuchos, e sim em CDs.
Para se ter uma ideia da superioridade dessa mídia, os cartuchos suportavam até
40 megabytes, enquanto os CDs, 700.

Porém, um dia depois, a Nintendo, em sua conferência ainda na CES anunciou a quebra da parceria, pois
releram os contratos e não concordaram com certas ações de mercado, como a
quantidade de lucro que iria para cada uma, e também o direito que a Sony teria sobre o console e seus jogos,
anunciando assim, uma parceria com a Philips.
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PS1 inicial, os analógicos foram adicionados depois |
O Play
Station já estava bastante desenvolvido, com um protótipo até, foi então
que Ken Kutaragi, o diretor do projeto Play Station, o qual trabalhava na Sony, pediu à sua empresa para que
continuasse o projeto, pois o console tinha futuro e lucraria muito.

Sua ideia
foi aceita e a Sony moveu os
funcionários que trabalhavam no Play
Station para a Sony Music e retirou uma parte dessa divisão,
criando a Sony Computer Entreteniment, responsável pelo novo console que, para não
ter problemas de direitos autorais, se chamaria Playstation, o qual estava programado para ser lançado
em dezembro de 1995.

Enquanto a Sony trabalhava no Playstation,
a Sega produzia o seu mais novo
console, o Sega Saturn, o qual também era um console de 32-bits e focava em games 3D. O lançamento
do Sega Saturn estava marcado para setembro de 1995, e, assim como o
lançamento do Sonic, teria um evento, o Saturn
Day. A Sega teria o mercado só
para ela, já que a Nintendo havia
cancelado o Play Station.
Porém, um medo começou a crescer na Sega, um medo do Playstation causado por vários fatores, o primeiro é que souberam
que a Sony estava se reunindo com desenvolvedores
de jogos para incentivá-los a produzirem para o Playstation, o que estava dando certo, pois, de acordo com os
desenvolvedores, era fácil de programar para o console, diferente do Sega Saturn,
que por ter uma linguagem de programação baseada em quadrados, e não
triângulos, como a Playstation usava,
era mais difícil de desenvolver jogos. Isso fez a Sega colocar mais uma CPU
no Sega Saturn para que ele tivesse uma capacidade de processamento maior,
porém isso deixou o console mais caro, além de dificultar o desenvolvimento de
jogos para o console.
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Tomb Raider, no Playstation (esquerda) e no Saturn (direita) |
"Um processador
central muito rápido seria preferível. Eu não acho que todos programadores
possuem capacidade de programar em duas CPUs.
Eu acho que apenas um em cada cem programadores são bons o suficiente para
obter este tipo de velocidade extraído do Saturn." (Yu Suzuki, 1994)


Em
dezembro de 1995 a Sony lança o Playstation, desbancando totalmente o Sega Saturn, e, como a Nintendo não tinha um console da 5ª
Geração no mercado, foi a dominante durante esse período, sendo o 2º console
mais vendido da história, com 108 milhões de unidades vendidas. A Sony nem se deu ao trabalho de contratar
empresas para produzirem jogos para o console, sua superioridade no mercado e a
facilidade para criar jogos para o Playstation
foram o suficiente para motivar as desenvolvedoras a fazerem isso, criando franquias
de sucesso, como Resident Evil, Gran
Turismo, Crash Bandicoot e Tomb
Raider.
Tchau!!
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